terça-feira, 25 de outubro de 2011

Já era hora!

Fazia tempo que nao postava mais nada neste blog.

Desde meados de agosto, estou na Europa. Primeiro, participei de dois seminårios, um na Bulgária, outro na França. Depois, vim para a Holanda, onde estou cursando desde o início de setembro Mestrado em Ciência Política na Universidade de Leiden.

Fiz uma pausa. Usei meu Twitter pouco, atualizei o meu Facebook muito menos do que costumava no Brasil.

Dei uma parada, uma retirada estratégica. Ou sei lá como chamar esse distanciamento nao só físico, além-mar (ou além-Atlântico), como também virtual.

Volto agora com postagens regulares Foi assim que tudo começou: em 2003, dos Estados Unidos e depois da Holanda e da Bélgica, enviava contribuiçoes regulares ao Jornal Dois Irmaos, na minha cidade. Lembro bem: antes de embarcar com o time de Robótica aos EUA, procurei o editor do jornal, Alan Caldas. Eu entregava jornal na empresa. Deixei a sacola (e a bicicleta) no andar de baixo, onde o jornal era impresso, e fui conversar com o chefe.

"Vou para os Estados Unidos, talvez depois para a Europa também. E se eu mandasse notícias relevantes de lá, tipo as manchetes dos jornais?", perguntei. Os termos precisos da resposta, não lembro. Sei que a ideia foi muito bem recebida pelo Alan (que também já tinha morado nos EUA) e, pronto, dos EUA eu teria que mandar duas vezes por semana alguma matéria para passar pelo seu crivo e ser publicada. Eu tinha 17 anos, estava louco para desbravar o mundo (vontade que nunca diminuiu, felizmente), e agarrei oportunidade com as duas mãos - compartilhar com os leitores da minha cidade minhas impressões no exterior; histórias sobre lugares, notícias ou sobre fatos presenciados.

Do exterior ouvia que minhas crônicas tinham caído no gosto de muitos leitores do jornal. Na volta, as colunas "Direto dos EUA e Direto da Europa, por Marcel van Hattem", renderam-me emprego na redaçao do jornal.

Oito anos depois, volto às origens. Hoje no blog, durante a semana nos meios impressos, em sites, em blogs de parceiros.

Tenho certamente muito mais experiência de vida hoje, mas percebi que sinto muita falta de voltar a compartilhar o que penso e o que vivo através da palavra escrita. Bom proveito.

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