sexta-feira, 18 de março de 2011

Por que Obama deve manter o tour pela América Latina?

A Foreign Policy traz em seu site uma análise de Maurício Cárdenas, ministro nos governos Gaviria e Pastranas, na Colômbia, sobre os porquês de Barack Obama manter a visita prevista à América Latina em um momento em que os olhos do mundo estão voltados à crise na Líbia e aos desastres naturais no Japão.

Ele desconstroi quatro ditos mitos: a crença geral de que a América Latina é um fracasso econômico; que a América Latina está dividida ideologicamente entre esquerda e direita; que a região é violenta, perigosa e instável; e que significa uma constante ameaça aos interesses dos EUA, em especial os econômicos.

Texto bom, atual. Recomendo, com a reserva de que a questão ideológica no contexto político da região não está bem compreendida pelo autor. Creio que os EUA ganham muito em tentar se aproximar da região para, justamente, valorizar os setores da opinião pública que lhe são favoráveis. Obama é passageiro e pode ter uma popularidade boa na região, mas o antiamericanismo é notável em todos os países, sobretudo no nível governamental, com as óbvias exceções de Colômbia, Chile e, mais recentemente, o Peru.

Há um evidente ressentimento na cúpula da política externa estadunidense, tanto governamental quanto acadêmica, em relação à região em virtude de todas as suas intervenções, sobretudo as ocorridas nos últimos cinquenta anos. Quebrar o gelo é necessário para os interesses dos EUA, mas também para a América Latina.

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